sábado, 5 de junho de 2010

A insurreição dos saberes.

Ao me propor a entrar no doutorado com um projeto sobre os saberes dos professores de surdos, me encantei com uma leitura que fiz de Foucault na época, em 2007 e que refiz essa semana sobre os saberes sujeitados. Essa coisa da reviravolta dos saberes tem muito a ver com as possibilidades vivdas aqui mesmo.

De qualquer forma, quando há um conjunto de saberes científicos, imediatamente os saberes debaixo surgem e esses saberes, da luta e do povo, que passam muito longe de serem saberes inferiores. Mas são os saberes da luta.

E daí, em Defesa da Sociedade, Foucault discorre de forma belíssima em sua aula sobre a importância desse saber que se baseia a genealogia.

A genealogia pra ele é como esses saberes discutem assuntos já discutidos pela ciência e ele cita a psiquiatria, a jurídica etc. E como Foucault mexe comigo quando diz isso porque me lembra os saberes dos surdos, os saberes da Libras. Isso é belíssimo!!!

Já fomos de um lugar obscuro, de baixo, de outro lugar que não a ciência. Hoje não somos mais. Hoje houve com a reviravolta dos saberes, um saber diferente, o saber do surdo, passa a ficar por cima.

Mas, como todo império, o auge é o início do declínio. Por isso Focualt pergunta: que saber quer ser invalidado quando reinvindicamos a verdade para o nosso saber. A vontade de verdade é o que buscamos quando nosso saber se institui. Mas sempre queremos invalidar algum outro saber. Sábio Foucault!

Minha amiga Aline, em seu blog (http://drewdeflexal.blogspot.com) vem falando de encontros, e eu te digo amiga, que andei me encontrando com Foucault essa semana. E estou seriamente pensando sobre este encontro. O que me causou? Eu ainda não sei explicar. Mas algo tem que ser produzido.

Vamos conversando.